Status do modelo
Spero Osteoartrite
Onde o projeto está hoje e o que avançou nos últimos dias — o modelo de indicação cirúrgica com rótulo clínico revisado pelo Dr. Tiago, explicabilidade e modo probabilístico.
Onde estamos agora
ⓘ Limitações & caveats (clique pra expandir)
- N=69 ainda é pequeno — IC 95% bootstrap [0.87-0.99] reflete a incerteza; validação com 20-30 novos pacientes em curso
- Desbalanceado — 46 Pronto vs 23 Sem necessidade (67% positivos); class_weight balanceado no RF
- Operados excluídos do clínico — dor pós-op melhora e contamina o sinal (decisão Dr. Tiago); ficam só para genética
- SHAP não é causal — importância estatística, não efeito clínico
- F0.5 / PPV como métrica primária — priorizamos precisão (Dr. Tiago 2026-05-31: o erro mais grave é indicar cirurgia desnecessária)
O que avançou hoje
O modelo Spero atual — rótulo clínico oficial + explicabilidade SHAP
O marco que destravou o projeto: o Dr. Tiago e a equipe (Rebeka, Dr. Jhonne) revisaram paciente por paciente e produziram o rótulo clínico oficial de indicação cirúrgica. Saímos da inferência por janela temporal para o gold standard humano.
- Y=1 = "Pronto para cirurgia" (46 pacientes)
- Y=0 = "Sem necessidade de cirurgia no momento" (23)
- Operados (52) — excluídos do clínico (dor pós-op melhora e contamina o sinal); ficam só para a análise de genética
- Sem dados (57) — excluídos
Confirmação empírica da contaminação: dor atual média dos operados = 4.4 (já melhoraram), Pronto = 7.5, Sem necessidade = 2.6.
4 fatores clinicamente plausíveis (Dr. Tiago): Dor atual (importância 0.56), Frequência da dor (0.28), Idade (0.10), Infiltração (0.06). As duas primeiras dominam — exatamente os "dados firmes" que ele apontou. Removemos Sexo (contribuição nula) após validação científica. Smoke test: paciente grave 92%, leve 3%.
Testamos o modelo contra baselines. Permutation test p=0.005 (sinal real, não artefato de N pequeno). Porém, uma regra de 1 variável (só dor atual) já atinge AUC 0.927 — o modelo formaliza e padroniza a decisão do especialista (dor + frequência), em vez de descobrir um padrão oculto. Para agregar valor além disso, o próximo passo é incorporar um fator independente da decisão clínica (grau radiográfico Kellgren-Lawrence) ou um modelo de desfecho pós-operatório (prever melhora — não-circular).
Validação prospectiva: 20-30 pacientes novos chegando, lógica 70/30 treino/validação. Operados reservados para genética, não para validação clínica (decisão Dr. Tiago: viés de resposta).
Modelos próprios para populações próprias
Populações diferentes precisam de modelos próprios. O paciente brasileiro que opera está em estágio clinicamente diferente do americano — por isso o modelo nacional, treinado com o rótulo clínico revisado pelo Dr. Tiago, é o caminho. Próximo passo: validação prospectiva com novos pacientes (70/30) e a comparação com o questionário clínico validado.
Testar o modelo →Relatório técnico interno — atualizado em 11 de junho de 2026 conforme avanços do projeto
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