Spero Science Innovation
Comparação de Modelos

Três abordagens, lado a lado

Comparação honesta entre o modelo brasileiro enxuto (em produção), uma versão com questionário clínico validado, e o modelo americano (OAI) aplicado aos nossos pacientes. Todos avaliados com validação cruzada na coorte-ouro (rótulo clínico revisado pelo Dr. Tiago).

⭐ Produção

Modelo Spero (atual, em produção)

0.932
AUC · coorte-ouro completa N=69
Features: 4 fatores clínicos: dor, frequência, idade, infiltração
Base: Pacientes brasileiros (label clínico Dr. Tiago)

Enxuto e preciso. As 4 variáveis já capturam o sinal clínico — precisão 0.915.

Credibilidade científica

Modelo Spero + Questionário Clínico

0.82
AUC · mesma coorte BR
Features: 4 fatores + WOMAC/KOOS/função (limitação, agachar, escada, confiança, saúde, atividade)
Base: Pacientes brasileiros

Usa instrumento validado (WOMAC/KOOS) — dá legitimidade científica ao produto. A acurácia é equivalente ao enxuto: as 4 variáveis já bastam, o questionário agrega credibilidade, não discriminação.

⚠️ Não transfere

Modelo Americano (OAI top-8)

0.88 / 0.36
AUC · 0.88 nos EUA · 0.36 aplicado no Brasil
Features: 8 features WOMAC/KOOS (KOOSKP, WOMADL, KOOSYM, WOMTS, P7KRCV, KSXKN1, P7KFR, KOOSQOL)
Base: 897 americanos (OAI) → testado em brasileiros

Excelente nos EUA, mas INVERTE no Brasil (AUC 0.36). Prova quantitativa de que o paciente brasileiro que opera está em estágio clínico diferente — justifica o modelo nacional próprio.

Resumo

ModeloNº featuresAUC (Brasil)Quando usar
Spero atual40.932Produção — triagem rápida e precisa
Spero + clínico10~0.82Quando o cliente exige questionário validado (WOMAC/KOOS)
Americano (OAI)80.36Não recomendado no Brasil (inversão cultural)

Perfil de quem opera: EUA × Brasil (dados clínicos do questionário)

O modelo americano dá AUC 0,36 nos brasileiros — isto é, classifica ao contrário (0,50 seria aleatório). Comparamos o perfil clínico de quem opera vs quem não opera nos dois países (1.075 pacientes: 897 EUA + 178 Brasil), usando apenas variáveis do questionário.

O brasileiro que opera tem um perfil mais extremo que o americano:

  • Idade: a diferença entre quem opera e quem não opera é cerca do dobro no Brasil (gap +0,49 vs +0,25 nos EUA) — operam mais velhos, em estágio mais avançado.
  • O padrão é consistente com o que se vê na prática: no Brasil o paciente demora mais para chegar à cirurgia, por questões de acesso e fila.
Perfil de quem opera vs não opera (clínico)
Médias de idade e dor para quem opera vs não opera, em cada país. As barras do Brasil (dourado) se afastam mais entre não-opera e opera — perfil mais extremo.
Diferença operados vs não, por país
Diferença padronizada entre operados e não-operados. O gap de idade é maior no Brasil — operam mais velhos, em estágio mais avançado.

⚠️ Ressalvas honestas: a variável de dor do pool tem escala a revisar e o N brasileiro (178) é pequeno — números a consolidar com a validação prospectiva.

Conclusão

O modelo brasileiro enxuto (4 fatores) é o mais preciso para a nossa população. Adicionar o questionário clínico validado dá credibilidade científica sem perder acurácia. O modelo americano não transfere — o que confirma, de forma quantitativa, a necessidade de um modelo próprio para o paciente brasileiro.

Modelos "Spero atual" e "+ clínico" avaliados na mesma coorte-ouro (validação cruzada). Americano: 0.88 medido em 897 pacientes OAI; 0.36 medido aplicando-se o modelo treinado nos EUA diretamente aos pacientes brasileiros. N pequeno — números a consolidar com a validação prospectiva.