Três abordagens, lado a lado
Comparação honesta entre o modelo brasileiro enxuto (em produção), uma versão com questionário clínico validado, e o modelo americano (OAI) aplicado aos nossos pacientes. Todos avaliados com validação cruzada na coorte-ouro (rótulo clínico revisado pelo Dr. Tiago).
Modelo Spero (atual, em produção)
Enxuto e preciso. As 4 variáveis já capturam o sinal clínico — precisão 0.915.
Modelo Spero + Questionário Clínico
Usa instrumento validado (WOMAC/KOOS) — dá legitimidade científica ao produto. A acurácia é equivalente ao enxuto: as 4 variáveis já bastam, o questionário agrega credibilidade, não discriminação.
Modelo Americano (OAI top-8)
Excelente nos EUA, mas INVERTE no Brasil (AUC 0.36). Prova quantitativa de que o paciente brasileiro que opera está em estágio clínico diferente — justifica o modelo nacional próprio.
Resumo
| Modelo | Nº features | AUC (Brasil) | Quando usar |
|---|---|---|---|
| Spero atual | 4 | 0.932 | Produção — triagem rápida e precisa |
| Spero + clínico | 10 | ~0.82 | Quando o cliente exige questionário validado (WOMAC/KOOS) |
| Americano (OAI) | 8 | 0.36 | Não recomendado no Brasil (inversão cultural) |
Perfil de quem opera: EUA × Brasil (dados clínicos do questionário)
O modelo americano dá AUC 0,36 nos brasileiros — isto é, classifica ao contrário (0,50 seria aleatório). Comparamos o perfil clínico de quem opera vs quem não opera nos dois países (1.075 pacientes: 897 EUA + 178 Brasil), usando apenas variáveis do questionário.
O brasileiro que opera tem um perfil mais extremo que o americano:
- Idade: a diferença entre quem opera e quem não opera é cerca do dobro no Brasil (gap +0,49 vs +0,25 nos EUA) — operam mais velhos, em estágio mais avançado.
- O padrão é consistente com o que se vê na prática: no Brasil o paciente demora mais para chegar à cirurgia, por questões de acesso e fila.


⚠️ Ressalvas honestas: a variável de dor do pool tem escala a revisar e o N brasileiro (178) é pequeno — números a consolidar com a validação prospectiva.
O modelo brasileiro enxuto (4 fatores) é o mais preciso para a nossa população. Adicionar o questionário clínico validado dá credibilidade científica sem perder acurácia. O modelo americano não transfere — o que confirma, de forma quantitativa, a necessidade de um modelo próprio para o paciente brasileiro.
Modelos "Spero atual" e "+ clínico" avaliados na mesma coorte-ouro (validação cruzada). Americano: 0.88 medido em 897 pacientes OAI; 0.36 medido aplicando-se o modelo treinado nos EUA diretamente aos pacientes brasileiros. N pequeno — números a consolidar com a validação prospectiva.
